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O envelhecer, o desencanto, o tempo, o nada

 “Não se pode escrever nada com indiferença”.

Assim é Simone de Beauvoir em todas as suas obras.  A escritora francesa confirma a sua própria máxima na obra “Mal-entendido em Moscou”. O texto foi escrito entre 1966 e 1967, após Simone e seu companheiro, o filósofo existencialista francês Jean-Paul Sartre, visitarem a capital da então União Soviética. A princípio, a novela faria parte do conceituado “Mulher Desiludida”, mas na última hora foi substituída pelo texto “A idade da discrição”.

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O texto tem a interpretação de quem o lê

escreverSempre considero importante voltar a repetir essa minha constante afirmação: “o texto sempre tem a interpretação de quem o lê e dificilmente de quem o escreve”. Já expliquei minuciosamente essa colocação em muitas aulas que ministrei. Porém confesso não saber mais se a citação é de algum autor ou se é minha; já a absorvi. Por isso, peço desculpas ao possível autor e licença para continuá-la usando sempre que perceber essa verdade, não absoluta, claro, mas uma importante verdade no dia a dia de qualquer redator.

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